quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A Felicidade dá Sentido à Vida...
A felicidade é o supremo objectivo dos seres humanos. O sentido das nossas vidas passa pela felicidade.
A felicidade é a única razão de viver; quando a felicidade falha, a existência torna-se uma louca e lamentável experiência.
George Santayana, 1863-1952, filósofo americano, The Life of Reason
Não sei se o universo, com o seu número infinito de galáxias e astros, tem um significado mais profundo, mas é no mínimo claro que todos nós, que vivemos nesta Terra, nos defrontamos com o objectivo pessoal de uma vida feliz.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart
Todos os seres são iguais no seu desejo de felicidade e no seu direito de a obterem.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart
Penso que o propósito presente nas nossas vidas é a felicidade. Todo o ser humano quer ser feliz, e não sofrer, desde que nasce. O desejo de alegria radica-se no nosso íntimo mais profundo.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart
A felicidade é a única razão de viver; quando a felicidade falha, a existência torna-se uma louca e lamentável experiência.
George Santayana, 1863-1952, filósofo americano, The Life of Reason
Não sei se o universo, com o seu número infinito de galáxias e astros, tem um significado mais profundo, mas é no mínimo claro que todos nós, que vivemos nesta Terra, nos defrontamos com o objectivo pessoal de uma vida feliz.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart
Todos os seres são iguais no seu desejo de felicidade e no seu direito de a obterem.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart
Penso que o propósito presente nas nossas vidas é a felicidade. Todo o ser humano quer ser feliz, e não sofrer, desde que nasce. O desejo de alegria radica-se no nosso íntimo mais profundo.
Dalai Lama, líder político e espiritual tibetano, Voices from the Heart
Epicurismo e Cristianismo
A vida é uma arte. A vida por ser perturbada pela antecipação de males futuros, pela corrida aos bens materiais, por pensamentos insensatos. A nossa felicidade pode ser prejudicada por escolhas erradas, e por ideias, concepções e opções de vida pouco sábias. Só sendo sábios podemos dar sentido à vida. E cabe à filosofia consegui-lo. A filosofia é uma forma de atingir a sabedoria, que é por seu turno a via de se chegar à felicidade.
Esta é, muito resumidamente, a posição de um importante grupo de filósofos antigos em que, indubitavelmente figura, como elemento destacado, Epicuro (341-270 a.C.).
Epicuro defendeu formas de vida centradas em pequenos grupos, tanto quanto possível retirados da vida social e política activa, onde deveria ser cultivada a amizade, a sabedoria, e em última análise o prazer.
«O prazer é o princípio e o fim do viver feliz», diz ele. «É o bem primeiro e inato, e é baseado nele que se devem concretizar as nossas escolhas e as nossas aversões», defendeu.
Esta ênfase no prazer, leva a que muitos, abusivamente, considerem como eminentemente epicuristas as concepções contemporâneas de felicidade.
No entanto, Epicuro não era um adepto do que hoje se designa por consumismo, nem um defensor do prazer imoderados. Disse ele, a propósito do prazer. «Não são os convites e as festas contínuas, nem a posse de crianças e mulheres, nem de peixes nem de todas as outras coisas que podem oferecer uma sumptuosa mesa, que fazem doce a vida, mas sim o sóbrio raciocínio que busca as coisas de toda a preferência ou repulsa, e afugenta as opiniões que levam a que a perturbação se apodere dos espíritos», disse ele, apostando na contenção.
Não sabemos como foi a vida das comunidades epicuristas que se multiplicaram com grande êxito pelo antigo mundo grego-romano. Os primeiros cristãos, e nomeadamente Santo Agostinho, atacaram-nas violentamente, acusando os epicuristas de viverem em festas constantes e até de orgias e deboches.
É algo que não está provado, e que está provavelmente manchado pelo fundamentalismo dos primeiros cristãos. Os escritos de Epicuro sugerem um homem moderado e sensato, recusando embarcar no mundo da cedência a prazeres desenfreados, advogando a contenção, numa posição comum a filósofos como Sócrates ou aos estóicos, para quem a felicidade também passava pela moderação dos nossos desejos e pelo domínio dos nossos sentimentos e paixões.
Há de qualquer modo um choque profundo entre a filosofia de vida Epicuro, e as filosofias de vida nascidas do cristianismo. Para Santo Agostinho, o pai da filosofia de vida cristã-medieval, a felicidade está na crença em Deus, na certeza trazida pela fé, e na alegria que tal proporciona. «Procurar-te-ei para que a minha alma viva, porque o meu corpo vive da minha alma, e a minha alma vive de ti» (Santo Agostinho)
A felicidade está, portanto, para os primeiros cristãos, fora do mundo laico. Ela não passa por prazeres físicos ou mesmo intelectuais: «Longe de mim, longe do coração do teu servo, Senhor, que a ti se confessa, a ideia de encontrar a felicidade não importa em que alegria!»
A felicidade, para Santo Agostinho, não está no prazer e no esquecimento de males futuros, como em Epicuro, nem no desapego emocional (reivindicado por certas correntes budistas, hindus e taoistas), nem no «comer e beber, nem em «sentirmo-nos felizes com o que se tem de fazer debaixo do Sol, nos breves dias de vida que Deus concede ao homem» (Eclesiastes).
A felicidade, para Santo Agostinho é obtida por uma fé militante e oposta ao mundo laico. A «felicidade é uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas àqueles que te servem por puro amor: tu és essa alegria!», diz Santo Agostinho. A felicidade passa a depender totalmente da fé e da entrega a Deus. Com os primeiros cristãos as filosofias de vida reinantes no mundo antigo mudam dramaticamente.
Só com a secularização introduzidas pelo Renascimento e prosseguida nos séculos seguintes, os grandes princípios das filosofias de vida clássicas, defendidas por Epicuro – valorizando o prazer, o amor, a amizade - voltaram a ganhar importância.
Esta é, muito resumidamente, a posição de um importante grupo de filósofos antigos em que, indubitavelmente figura, como elemento destacado, Epicuro (341-270 a.C.).
Epicuro defendeu formas de vida centradas em pequenos grupos, tanto quanto possível retirados da vida social e política activa, onde deveria ser cultivada a amizade, a sabedoria, e em última análise o prazer.
«O prazer é o princípio e o fim do viver feliz», diz ele. «É o bem primeiro e inato, e é baseado nele que se devem concretizar as nossas escolhas e as nossas aversões», defendeu.
Esta ênfase no prazer, leva a que muitos, abusivamente, considerem como eminentemente epicuristas as concepções contemporâneas de felicidade.
No entanto, Epicuro não era um adepto do que hoje se designa por consumismo, nem um defensor do prazer imoderados. Disse ele, a propósito do prazer. «Não são os convites e as festas contínuas, nem a posse de crianças e mulheres, nem de peixes nem de todas as outras coisas que podem oferecer uma sumptuosa mesa, que fazem doce a vida, mas sim o sóbrio raciocínio que busca as coisas de toda a preferência ou repulsa, e afugenta as opiniões que levam a que a perturbação se apodere dos espíritos», disse ele, apostando na contenção.
Não sabemos como foi a vida das comunidades epicuristas que se multiplicaram com grande êxito pelo antigo mundo grego-romano. Os primeiros cristãos, e nomeadamente Santo Agostinho, atacaram-nas violentamente, acusando os epicuristas de viverem em festas constantes e até de orgias e deboches.
É algo que não está provado, e que está provavelmente manchado pelo fundamentalismo dos primeiros cristãos. Os escritos de Epicuro sugerem um homem moderado e sensato, recusando embarcar no mundo da cedência a prazeres desenfreados, advogando a contenção, numa posição comum a filósofos como Sócrates ou aos estóicos, para quem a felicidade também passava pela moderação dos nossos desejos e pelo domínio dos nossos sentimentos e paixões.
Há de qualquer modo um choque profundo entre a filosofia de vida Epicuro, e as filosofias de vida nascidas do cristianismo. Para Santo Agostinho, o pai da filosofia de vida cristã-medieval, a felicidade está na crença em Deus, na certeza trazida pela fé, e na alegria que tal proporciona. «Procurar-te-ei para que a minha alma viva, porque o meu corpo vive da minha alma, e a minha alma vive de ti» (Santo Agostinho)
A felicidade está, portanto, para os primeiros cristãos, fora do mundo laico. Ela não passa por prazeres físicos ou mesmo intelectuais: «Longe de mim, longe do coração do teu servo, Senhor, que a ti se confessa, a ideia de encontrar a felicidade não importa em que alegria!»
A felicidade, para Santo Agostinho, não está no prazer e no esquecimento de males futuros, como em Epicuro, nem no desapego emocional (reivindicado por certas correntes budistas, hindus e taoistas), nem no «comer e beber, nem em «sentirmo-nos felizes com o que se tem de fazer debaixo do Sol, nos breves dias de vida que Deus concede ao homem» (Eclesiastes).
A felicidade, para Santo Agostinho é obtida por uma fé militante e oposta ao mundo laico. A «felicidade é uma alegria que não é concedida aos ímpios, mas àqueles que te servem por puro amor: tu és essa alegria!», diz Santo Agostinho. A felicidade passa a depender totalmente da fé e da entrega a Deus. Com os primeiros cristãos as filosofias de vida reinantes no mundo antigo mudam dramaticamente.
Só com a secularização introduzidas pelo Renascimento e prosseguida nos séculos seguintes, os grandes princípios das filosofias de vida clássicas, defendidas por Epicuro – valorizando o prazer, o amor, a amizade - voltaram a ganhar importância.
Filosofias de Vida
Há várias escolas de pensamento antigo, defendendo que a nossa felicidade depende muito daquilo que se passa na nossa mente. As nossas insatisfações e medos são causa de infelicidade, e isso está muito ligado aos nossos pensamentos e à nossa atitude positiva ou negativa face à vida. Séneca – e os filósofos estóicos em geral – é um dos grandes expoentes deste pensamento.
Santo Indiano Guru Nana
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